quarta-feira, 14 de julho de 2010

Caso Telma,Polícia prende suspeito de matar psicóloga





Policiais da delegacia de Pontal do Paraná prenderam, na noite terça-feira (13), Paulo Estevão de Lima, 43 anos, suspeito de assassinar a psicóloga e professora Telma Fontoura, 53 anos. O corpo foi encontrado na praia do balneário de Shangri-lá, segunda-feira (12), por volta do meio-dia. Lima negou o crime, mas foi indiciado por homicídio e encaminhado à cadeia de Paranaguá.

O secretário da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa, afirmou que o trabalho da delegacia foi muito eficiente. “Solucionamos, em menos de 48 horas, o homicídio que causou grande comoção para a sociedade, o que demonstra todo o empenho dos policiais envolvidos, que não mediram esforços para solucionar o caso.”

Lima é natural de Curitiba, mora no balneário há sete meses e tem passagens pela polícia por roubo. O delegado José Antônio Zuba Oliva, que comandou as investigações, relatou que, na casa de Lima, foram encontrados um par de tênis e uma calça jeans preta com a barra dobrada com areia na dobra. “Havia areia depositada nas pernas, na altura das coxas e colo, característica de contato físico, e o tênis é compatível com as marcas encontradas no local onde estava o corpo”, detalhou o delegado.

A rápida solução do homicídio, de acordo com Zuba, ocorreu pelo empenho dos investigadores e colaboração da comunidade. O irmão da vítima ajudou na identificação do suspeito. “O suspeito estava próximo do local do crime e deixou a família desconfiada. As pistas seguidas, a partir dessa informação, nos levam a crer que ele é o criminoso. Os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal e pelo Instituto de Criminalística devem confirmá-lo como o autor do assassinato da psicóloga”, afirmou.

O delegado-chefe da Divisão Policial do Interior, Luiz Alberto Cartaxo, disse que a prisão do suspeito é mais uma demonstração da agilidade da polícia paranaense. “A polícia conseguiu identificar e prender o autor de um crime tão grave e de grande repercussão. Infelizmente não podemos devolver a vida da professora, mas demos a resposta que a Justiça e a sociedade esperavam”.

ENCONTRO – Telma saiu para caminhar por volta das 16h30 de domingo (11) e não retornou para casa. Os parentes e amigos iniciaram as buscas e o irmão da vítima comunicou o desaparecimento, às 19h. O corpo foi localizado na segunda-feira (12), às 12h15, em uma cova rasa. “Os pescadores viram uma área com sinal de arrasto e pegadas fortes e nos chamaram”, disse o delegado Zuba. Em buscas pelo local foram localizados galhos de restinga que cobriram uma área mais fofa de areia.

Em raspagem superficial, apareceu parte das pernas da vítima. “Imediatamente isolamos a área e chamamos o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal, além do Corpo de Bombeiros”, disse o delegado. Foi realizado o levantamento das pegadas e remoção do corpo. “A princípio constatamos lesões apenas no pescoço, por esganadura, sem sinais de violência sexual”. O IML fará os exames para verificar eventual crime de natureza sexual.

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