
O Porto de Antonina, no Paraná, vai garantir que navios de açúcar e fertilizantes, com condições operacionais especiais de calado, tenham prioridade de atracação e movimentação. Dois berços preferenciais devem atender, simultaneamente, embarcações com estes tipos de carga. A medida, proposta pelo Governo do Estado, deve reduzir em até 10 dias o tempo de espera dos navios com destino ao terminal portuário vizinho de Paranaguá (aproximadamente 40 km distância), e ao porto de Santos, em São Paulo.
A expectativa é de que Antonina receba, em média, 20 embarcações por mês e sirva como alternativa para desafogar os dois principais portos do país, responsáveis por mais de 84% da exportação brasileira de açúcar e de 50% da importação de fertilizantes. “Nosso objetivo é, em curto espaço de tempo, minimizar as filas geradas pela grande demanda dos produtos e seus efeitos econômicos aos usuários dos portos públicos do Paraná e, ao mesmo tempo, demonstrar que Antonina é uma alternativa viável”, explica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Mario Lobo Filho.
Até o final de 2010, o porto de Antonina contará com um novo armazém multicargas, com capacidade para cerca de 20 mil toneladas de grãos, e um pátio de armazenagem de contêineres vazios. A Appa realiza, ainda, estudos de viabilidade, em conjunto com a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ), para instalações futuras de indústrias ligadas à exploração do petróleo da camada Pré-Sal.
Fonte/foto – AE Noticias







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