A publicação, na última semana, do
decreto da União revisando os locais em que empresas portuárias podem se
instalar no Estado, deve impulsionar R$ 8 bilhões em investimentos
privados em Pontal do Paraná. A estimativa é dos administradores do
futuro porto, que aguardam a instalação em áreas próximas de uma empresa
de exploração da camada pré-sal, uma usina termoelétrica e três
terminais privados.
O diretor do Porto de Pontal, Ricardo
Bueno Salcedo, explica que o funcionamento da área de contêineres em
Pontal do Paraná já estava garantido e nem dependia da revisão
publicada. A nova poligonal, no entanto, é que permitirá a instalação
dos novos negócios. “Havia uma restrição por causa de uma poligonal
fictícia, de uma lei antiga”, diz.
A nova lei do portos foi sancionada em
2014 e o Paraná foi um dos últimos Estados a aplicá-la —atraso fruto de
ações judiciais e audiências públicas promovidas. O diretor do Porto
Pontal elogia as novas regras, que agora entrarão efetivamente em vigor.
“É uma lei moderna que vai levar para o pais para o desenvolvimento.
Os projetos de logística são de longa maturação, entre dois e quatro anos, ao menos, e agora estão saindo da gaveta”, diz.
Áreas delimitadas
A nova poligonal diferencia as áreas que
poderão ser usados para construção de terminais privados daquelas que
permanecem públicas – caso dos portos de Paranaguá e de Antonina.
Nas áreas privadas as licenças
ambientais serão através do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente) O diretor-presidente da Appa (Administração dos Portos de
Paranaguá e Antonina), Luiz Henrique Dividino, conta que para as áreas
privadas há interesses de empresas do setor de estaleiro naval, complexo
offshore. Já nas áreas públicas há previsão de 6 novos arrendamentos em
agosto. Serão 4 terminais graneleiros, um de carga geral e um de
veículos. Os investimentos somam R$ 1,6 bilhões.







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