quarta-feira, 21 de março de 2018

Coluna do João Carlos de Lima: Nota de Desagravo - UFPR



Tenho assistido nestes últimos dias o linchamento público da UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, como e ela fosse culpada das mazelas e problemas que aflige o município de Pontal do Paraná. Quero dizer que tive o privilégio de trabalhar por mais de trinta anos em defesa desta autarquia e não é agora que deixarei que achincalhem o nome desta instituição com mais de 100 anos de história e que se constitui em uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil. Uma das poucas mencionada em classificações internacionais.

De seus bancos formaram-se expressões como o Ministro do Supremo Tribunal Federal, EDSOM FACHIN, o Juiz SÉRGIO MORO e o Procurador da Republica DELTAN DALLAGNOL, responsáveis pela maior operação anti corrupção do Brasil. Quero dizer também que todos os atos administrativos são norteados pelo Princípio da Legalidade e da Moralidade. E foi baseado nestes princípios, que representantes da UFPR requereram vistas ao processo de "Licença Prévia para a Construção da Faixa de Infra-estrutura" em Pontal do Paraná.

Ocorre que, por uma decisão unilateral e ilegal do presidente do Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense (Colit) negou-se este direito a UFPR. Por esta razão, foi proposta uma ação judicial para que a UFPR tenha, tão somente, o direito de acessar os autos. Isto não quer dizer que a instituição seja contra a implantação da Faixa de Infra-Estrutura no município. Finamente, quero dizer que sou totalmente favorável a implantação da "Faixa de Infra-estrutura" no município de Pontal do Paraná, mas que isso não ocorra ao arrepio da lei e muito menos maculando o nome de uma instituição centenária como a UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ ou da própria JUSTIÇA FEDERAL, a quem compete examinar a legalidade de um ato em casos de alegadas lesões.  Se desejamos mão de obra qualificada para os portos e empresas de nosso município, se desejamos um futuro melhor para nossos jovens, precisamos defender e preservar o nome de nosso maior patrimônio cientifico cultural que é a UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

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