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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Baleia morre ao encalhar na Ilha do Mel

Gazeta do Povo - Uma baleia de quase 5 m de comprimento da espécie minke - uma das menores espécies do mundo - foi encontrada encalhada na Ilha do Mel, no Litoral do Paraná, entre o forte e a ponta leste durante atividades de monitoramento da região. O animal ficou preso na manhã de quarta-feira (8), e, quando uma equipe de biólogos marinhos chegou para prestar atendimento, já havia morrido em decorrência de uma infecção generalizada.

No sistema digestório da baleia, foi encontrada grande quantidade de areia - o que teria sido um dos principais motivos da morte. “Para uma baleia, ter areia no sistema digestório é tão ruim como é quando uma criança come terra, por exemplo”, ilustra a bióloga Camila Domit, do Centro de Estudo do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR). Segundo Camila, a presença da substância indica que, provavelmente, o animal esteve encalhado em outra praia e conseguiu retornar ao mar antes de parar na Ilha do Mel.
Segundo a bióloga, a morte da baleia também tem relação com a degradação do ecossistema marítimo. “É uma combinação de condições, entre eles o estado do ecossistema, prejudicada pela falta de saneamento, a poluição química e o óleo de embarcação despejado no mar”, exemplifica Camila.

A baleia encalhou ainda viva, segundo análide do CEM-UFPR, durante a maré alta. Foi com a volta da maré que acabou ficando presa na faixa de areia e morreu.
Depois da morte, uma equipe de médicos veterinários, biólogos, oceanógrafos e demais técnicos foi deslocada ao local para executar uma necrópsia no corpo do animal. Os órgãos foram analisados e removidos e o esqueleto da baleia foi levado ao CEM-UFPR em Pontal do Paraná. Segundo Camila, o plano é montar o esqueleto para exibição na sede do centro.
Só este ano, a equipe do CEM já encontrou cinco baleias encalhadas no Litoral do Paraná. “É visível que o ecossistema está sofrendo as consequências da degradação marítima”, analisa a bióloga.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

UFPR vai abrigar Centro de Reabilitação de Animais Marinhos em Pontal do Paraná

O litoral do Paraná vai ganhar um ambiente adequado e com grande capacidade para monitorar e atender animais marinhos. O futuro Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAS) será construído em Pontal do Paraná, no Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná. A obra será financiada pela Petrobras, como parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, relacionado ao processo de licenciamento ambiental do pré-sal.
A instalação do Centro de Reabilitação foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral do Paraná (Colit) no dia 3 de agosto. O CRAS ainda depende de licenças do Instituto Ambiental do Paraná e da Prefeitura de Pontal do Paraná, mas a previsão é que as obras comecem em 30 dias.
Com uma área total de 800 metros quadrados, o CRAS terá 380 metros quadrados de espaços fechados, com laboratórios e ambientes de atendimento com estrutura hospitalar e salas de análise de dados. O restante do terreno será destinado à estrutura de suporte à vida, com atendimento à fauna. O valor destinado à construção é de R$ 2 milhões.
A coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação do CEM, bióloga Camila Domit, será a responsável pelo CRAS na UFPR. Ela conta que a obra é uma parceria entre UFPR e Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com recursos oriundos da condicionante do Ibama à Petrobras devido às atividades de exploração de gás e petróleo na Bacia de Santos. A Petrobras deve manter um projeto que avalie a interferência das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário a animais vivos e mortos.
Atendimento a vida marinha
Segundo Camila, o CRAS atenderá exclusivamente animais marinhos e costeiros, sendo estes restritos aos que têm hábito aquático. No novo espaço, será possível atender, simultaneamente e dentro das demandas legais, cem aves não voadoras, como pinguins, dez aves voadoras, dois lobos marinhos, um cetáceo (baleia) e oito tartarugas marinhas. “Importante ressaltar que as ações de resgate, reabilitação, avaliação de mortalidade das espécies de fauna marinha abordadas pelo projeto e atendidas pelo CRAS estão inseridas em demandas e protocolos internacionais e respondem a agendas de convenções internacionais endossadas pelos Ministério do Meio Ambiente brasileiro”, explica a bióloga.
Além do atendimento aos animais, o CRAS também será um importante espaço de participação dos alunos da UFPR, tanto como local para estágio, quanto local de pesquisa na área acadêmica e práticas voltadas à gestão costeira. O projeto também possibilita a realização de ações de extensão, como sensibilização ambiental na comunidade, e palestras sobre atendimento da fauna marinha e avaliação de ameaças ao ecossistema costeiro.
A oportunidade de se estruturar um CRAS na UFPR é fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido em toda a história do Centro de Estudos do Mar. Os trabalhos realizados nos laboratórios e as ações educacionais promovidas pelo CEM são utilizados por outros laboratórios e instituições parceiras no desenvolvimento de pesquisas inéditas e de relevância nacional e internacional sobre a fauna marinha.

terça-feira, 14 de março de 2017

Prefeito de Pontal e equipe realiza palestra com acadêmicos da UFPR

O Centro Acadêmico de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Centro de Estudos do Mar - CEM de Pontal do Paraná, realizou a terceira semana dos calouros, onde foram elaborados palestras e trabalhos para os acadêmicos.
O município de Pontal do Paraná, representado pelo prefeito Marcos Fioravanti, o secretário de Governo Marcos Justi, e diretor da secretaria de Recursos Naturais, Ricardo Aguiar, foi um dos convidados.
Na ocasião, os representantes municipais dialogaram com os acadêmicos sobre vários assuntos, como infraestrutura, gestão, plano de governo, atividades portuárias, e meio ambiente.
Durante o encontro, o prefeito ainda anunciou que uma parceria com a UFPR será feita, onde vagas de estágio serão abertas para atender os acadêmicos nos próximos meses.
“Devemos incentivar essa juventude, pois os mesmos praticam vários projetos e ideias que podem ser proveitosas para a cidade.”, frisou o prefeito Marcos Fioravanti.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Baleia jubarte é encontrada morta em Pontal do Paraná

Uma baleia jubarte foi encontrada morta no balneário Vila Nova, em Pontal do Paraná, na manhã desta quarta-feira (1º).
O animal tem aproximadamente sete metros de comprimento, de acordo com Fernanda Possatto, que é assistente do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), da Petrobras. No Paraná, o Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR
) participa do desenvolvimento do projeto.
Durante esta tarde, a equipe do laboratório vai fazer uma análise para descobrir a causa da morte do animal.
Segundo Fernanda, na terça (31), o centro já havia recebido a informação de que uma baleia estava boiando no mar nas proximidades da praia.
Até a publicação da reportagem, o projeto ainda não tinha detalhes sobre o ocorrido nem mesmo sobre o animal.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Em dois meses, 200 animais mortos são retirados do litoral

Comerciante encontrou uma tartaruga-cabeçuda em Guaratuba no sábado (17) (Foto: Cibele Costa Policarpo/ Arquivo pessoal)Do G1: Em quase dois meses, foram retirados 200 animais mortos da orla das praias paranaenses. São tartarugas marinhas, golfinhos e aves que, em muitos casos, estão na lista das espécies em risco de extinção. De acordo com o Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), de 2007 a meados de 2015, a média anual era de 200 carcaças.
O CEM é responsável pela coordenação do "Projeto Monitoramento de Praia", no Paraná, que é uma condicionante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBMA) à Petrobras para a exploração das áreas de pré-sal.

Quando se fala em fatores ambientais, a possível origem dos problemas é variada. É possível citar, contaminação por lixo ou produtos químico, degradação dos ambientes costeiros e desmatamento de área de manguezal, por exemplo.

Também pode-se considerar, a poluição sonora, devido o excesso de embarcações, os reflexos da área portuária, a dragagem e ainda a pesca industrial, que retira muitos peixes do ambientes, reduzindo a quantidade de alimentos.

Monitoramento
O "Projeto Monitoramento de Praia" começou no Paraná fim de agosto. Estão com monitoramento diário todas as praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, com o apoio das prefeituras e das Secretarias de Meio Ambiente.
Na Ilha do Mel, devido à dificuldade de acesso, parte das praias tem acompanhamento diário e parte funciona a partir de acionamento. Isso significa que a equipe de pesquisa vai ao local quando é chamada.

A partir de novembro deste ano, devem ser monitoradas também a Ilha das Peças e as praias costeiras da Ilha de Superagui.

Pré-sal
O trabalho tem como pano de fundo a exploração do pré-sal da Bacia de Santos, que engloba parte da área marítima do Paraná e de Santa Catarina.
Quem encontrar um animal morto nas praias paranaenses pode entrar em contato com a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias pelo (41) 9854 – 3710 ou pelo 0800-642-3341.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

CEM-UFPR realiza resgate de animais marinhos no litoral paranaense

Durante o ano, diferentes animais marinhos são encontrados nas areias do litoral paranaense. A maioria é encontrada morta, mas alguns são encontrados vivos, mas em precárias condições de saúde.
logocem6O Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR) informa que as principais causas de morte de golfinhos no litoral do Paraná são os ferimentos causados por redes de pesca e pneumonia. Por isso, a orientação é para que as pessoas não toquem nos animais encalhados na areia. Muitos animais estão doentes e podem facilmente contaminar o ser humano.
Os pesquisadores da UFPR pedem para a população avisar o Centro de Estudos do Mar quando encontrar um animal marinho ferido ou morto. No caso dos animais feridos, eles são encaminhados para tratamento no próprio centro. Já os animais mortos auxiliam em pesquisas que medem a qualidade ambiental do litoral.
Quem encontrar um animal marinho ferido ou morto nas praias do Paraná pode ligar para os números (0**41) 3511-8600 ou (41) 9854-3710 do Centro de Estudos do Mar da UFPR.
Cuidado ao avistar animais silvestres na praia:
  • Observe os animais à distância.
  • A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves, tais como pneumonia, raiva, toxoplasmose, entre outras.
  • A caça e o tráfico são crimes graves inafiançáveis.
  • Praia não é lugar de animais domésticos. Deixe-os em casa, pois além de adquirirem,  eles podem transmitir doenças de pele e verminoses. Há leis municipais que preveem multa a quem desrespeitar essa regra.