
Rasca fez a afirmação para um público de aproximadamente 200 pessoas, na sede do Isepe. No início do atual mandato dos prefeitos do litoral, ele apresentou a Evani Justus, a Gimenes e ao prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora, o projeto para reduzir o índice de contaminação das praias. Trata-se da redução dos atuais 157 canais que desembocam no mar para apenas 12. O lançamento nestes pontos ainda seria feito longe da praia, com tubulações de aproximadamente 200 metros de extensão.
Segundo Rasca, Dalmora foi o único que teve interesse no projeto, já obteve os recursos e a obra em Matinhos deve ser iniciada este ano.
"Desinteresse"
O ex-secretário ainda acusou a prefeitura de Guaratuba de não demonstrar interesse na construção da passarela de Caieiras, um projeto de urbanização que seria um grande atrativo turístico na cidade e ainda permitiria que o esgoto produzido em Caieiras fosse levado até a estação de tratamento.
Os recursos do Governo do Paraná estavam disponíveis, mas a prefeitura optou por direcioná-los para colocação de asfalto.
Rasca também disse que Guaratuba perdeu, por falta de interesse desde a administração do ex-prefeito Miguel Jamur, a possibilidade de construir um aquário. Ele seria feito também em Caieiras e teria um custo de apenas R$ 6 mil.
Em relação a Pontal, além do desinteresse no projeto dos emissários, Rasca disse que o prefeito Gimenes perdeu a possibilidade construir o grande aquário no valor aproximado de R$ 5 milhões, obra que acabou indo para Paranaguá e já se configura como um dos grandes atrativos turísticos da cidade.
Semana do Meio Ambiente
Rasca esteve em Guaratuba para uma palestra de abertura da Semana do Meio Ambiente organizada pelo Isepe (Faculdade do Litoral Paranaense) e Instituto Guaju, uma ONG ambiental.
Reconhecendo que muitas vezes é chamado de “ecochato” e “biodesagradável”, o ex-secretário procurou demonstrar que a proteção ambiental não pode ser vista como obstáculo para o desenvolvimento econômico e social.
Muito pelo contrário. Na opinião dele, a necessidade de preservação e recuperação do meio ambiente gera um “mar de oportunidades”, segundo disse, citando o empresário Guilherme Leal, dono da empresa de cosméticos Natura e possível candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV).
Rasca é colunista do site Correio do Litoral e pré-candidato a deputado estadual pelo PV. Em Guaratuba tem o apoio de empresários e profissionais liberais que fazem oposição à prefeita e a seu cunhado, o deputado Nelson Justus (DEM). A campanha de Rasca na cidade deverá ser coordenada pelo advogado Julio Ricardo Araújo.
Balneabilidade
Rasca deu exemplos de como, em sua opinião, o rigor na fiscalização e ações ambientais dos governos produzem bom resultados. Antes de ser secretário do Meio Ambiente, ele presidiu o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) a partir de 2003. Em sua gestão os índices de balneabilidade das praias do Paraná começaram a ser medidos em maior número de locais e passaram a ser divulgados semanalmente durante a temporada.
A divulgação gerou protestos na região, sobretudo de políticos e empresários ligados ao turismo. Para eles, a publicidade afugentaria os turistas. Segundo Rasca, isto não aconteceu. Ele se baseia no consumo de água e na produção de lixo na temporada. Segundo ele, estes índices que revelam o fluxo de pessoas, aumentaram numa curva de quase 45º desde 2003.
De acordo com o ex-secretário, o projeto de tornar as praias do Paraná as mais seguras do país do ponto de vista sanitário inclui a medição rigorosa e a transparência sobre balneabilidade, os investimentos da Sanepar em tratamento de esgoto, a exigência para os proprietários realizarem a ligação na rede e a instalação dos emissários submarinos.
A parte do governo estadual foi feita, inclusive na ampliação do sistema de esgoto, cuja rede de coleta chega a apenas 53% dos imóveis de Guaratuba, mas que tem capacidade para tratar tudo o que é produzido.
Faltou a construção dos emissários, por falha dos prefeitos de Guaratuba e Pontal, segundo Rasca.







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