Vídeo Índio Brasil (VIB) será realizado em Pontal do Paraná com o apoio da UFPR Litoral de 31 de julho a 7 de agosto
Filmes vencedores de premiações nacionais e internacionais e recente produção audiovisual, com temática indígena, serão exibidos simultaneamente em Pontal do Paraná mais cem cidades do Brasil. Toda a programação terá entrada franca
A terceira edição do Vídeo Índio Brasil (VIB) vai contemplar este ano 112 cidades de todos os estados brasileiros. O festival acontece de 31 de julho a 07 de agosto, quando serão exibidos filmes com temática indígena em mais de cem cidades, simultaneamente. Pontal do Paraná, através de uma parceria entre o Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal e a UFPR Litoral, é uma das escolhidas para receber o festival neste ano. Desde 2008, o VIB é realizado em Mato Grosso do Sul, estado com a segunda maior população indígena do país, tendo Campo Grande como cidade sede.
O VIB será realizado às 18h no espaço Cras durante o festival de frutos do mar no Balneário de Ipanema, nos dias 31 de Julho (sábado) e 1º de Agosto (domingo). Já durante a semana de 2 a 7 de Agosto, a exibição dos filmes será na Biblioteca Cidadã Abílio João Vizzoto na rua Alba de Souza e Silva, 1136 também no Balneário de Ipanema.
De 2 (segunda-feira) a 7 (sábado) de agosto, a partir das 15h, o Vídeo Índio Brasil vai apresentar uma programação com diferentes filmes, com entrada franca. Neste ano, estiveram na disputa 80 filmes de todo o Brasil para compor a mostra audiovisual do projeto. A curadoria do VIB selecionou longas e curtas-metragens nas categorias documentário, ficção e animação, compondo uma diversidade de produções realizadas por índios e não índios que mostram, por meio do audiovisual, peculiaridades das culturas indígenas de todo o país.
Diversidade cultural
O objetivo do festival é fortalecer e divulgar a temática indígena no Brasil. "O Vídeo Índio Brasil tornou-se um dos principais programas referentes à difusão das culturas indígenas no país. Como o Brasil é signatário da Convenção Mundial da Diversidade Cultural, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), estamos dando nossa contribuição", resume o idealizador, e diretor do VIB, o produtor cultural Nilson Rodrigues.
Na programação de abertura do festival, por exemplo, estão duas produções: “Já me transformei em imagem”, de Zezinho Yube e “De volta à terra boa”, de Vincent Carelli, ambas do Vídeo nas Aldeias. O primeiro filme conta com a participação do povo Hunikui (Kaxinawá), do Acre, que relata a importância do registro audiovisual para a perpetuação da história da etnia - do tempo do contato, o cativeiro nos seringais até o trabalho atual com o vídeo. Outra produção que compõe a abertura, “De volta à terra boa”, é um registro sobre os Panará que narram a trajetória do reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu (MT), até a luta e reconquista da posse de suas terras.
Entre outros filmes que ainda compõem a mostra audiovisual estão: “Mokoi tekoá petei jeguatá – duas aldeias, uma caminhada”, de Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites (Vídeo Nas Aldeias) sobre o cotidiano de duas comunidades Guarani na região sul do Brasil, que sem matas para caçar e sem terras para plantar, dependem da venda de artesanato nas cidades para sobreviver; “Terra vermelha”, ficção de Marcos Bechis sobre o conflito de terras dos Guarani-Kaiowá, em territórios indígenas de Mato Grosso do Sul e “Corumbiara”, de Vincent Carelli, premiado documentário brasileiro, vencedor do Kikito no Festival de Gramado 2009, que denuncia
o massacre dos índios Akuntsu e Kanoê (Rondônia).
Fotos
Além da exibição dos filmes anunciados, as cidades brasileiras terão eventos paralelos sobre questões indígenas e conteúdo das produções exibidas. Em Pontal do Paraná com o apoio da UFPR Litoral, será apresentada a Exposição Fotográfica Indígena: "Um olhar sobre a Terra Indígena de Mangueirinha - Os M`byá Guarani e os Kaingang" de Josina Melo.
Histórico
O Vídeo Índio Brasil 2010 é patrocinado pelo Ministério da Cultura, Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e Secretaria do Audiovisual. O projeto nasceu de uma mostra cinematográfica do 4º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal, em 2007, em uma realização do CineCultura. No ano seguinte, o projeto tomou forma e as duas edições realizadas (2008 e 2009) contaram com o apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e do Fundo Nacional de Cultura. O festival teve ainda apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo. Em 2008, três cidades participaram do Vídeo Índio Brasil: Campo Grande, Dourados e Corumbá. No ano de 2009, o projeto ampliou seu circuito de exibição para sete cidades de MS.
Serviço – Todas as atividades do Vídeo Índio Brasil terão entrada franca.
visite o site: www.videoindiobrasil.org.br
Fonte: Karla Nascimento Cunico / UFPR Litora







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